
Autor: Ricardo Ragazzo
Editora: Novo Século
Páginas: 254
Links: Skoob
Comparando Preços: por R$ 19,70 no Ponto Frio
Sinopse: Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você! “O Carro pertence à sua namorada.” Com essas palavras, Júlio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, tem a vida transformada em um inferno. Pessoas próximas começam a ser brutalmente assassinadas, como parte de uma fria e sórdida vingança contra ele. Agora, Júlio terá que descobrir a identidade do responsável por esses crimes bárbaros, antes que sua única filha se torne o próximo nome riscado da lista. 72 Horas para Morrer é uma corrida frenética contra o tempo, que prenderá o leitor do início ao fim.
Uau!
Ricardo Ragazzo é um homem ousado, e 72 Horas Para Morrer consegue ousar ainda mais. O livro é um thriller com ação do início ao fim, repleto de máscaras caindo e muito, muito sangue. No começo, achei que não gostaria da história, já que suspense nunca foi meu gênero favorito, mas decidi que persistiria um pouco na leitura e não me arrependo de ter seguido em frente com ela.
O protagonista da história é Júlio, delegado de uma pequena cidade chamada Novo Salto. O delegado vê sua vida mudar da noite para o dia quando sua namorada é brutalmente assassinada. Por instinto e desejo de justiça, Júlio se vê numa luta contra o tempo para achar o assassino da mulher que tanto amou e fazê-lo pagar por tudo que cometeu.
O livro tem personagens e histórias fortes, das quais posso citar três essenciais para o decorrer da trama: o delegado Júlio, sua filha Laura e Miguel, um ex-presidiário preso por matar a ex-mulher de Júlio. Embora pareça que Miguel é o grande violão da história, minha maior surpresa foi com o protagonista. Algumas de suas ações beiram à loucura, mesmo que ele tenha um motivo para fazê-las.
"Não foi só o controle que perdeu, pai. Hoje o senhor perdeu também o meu respeito." - Página 57
Quem disse a frase acima foi Laura, a personagem mais sensata do livro. Seus tatibitates de adolescente podem parecer irritantes no inicio da história, mas sua força (e teimosia) a tornaram uma das melhores coisas do livro. Foi a única personagem com quem eu concordei com quase todas as opiniões, geralmente sobre o pai.
"Não admito que fale assim comigo! Eu não sou igual à minha mãe, que teve que aguentar esse seu temperamento durante anos. Você não passa de um velho decrépito. Um homem mesquinho e egoísta. Não é a toa que ela te deixou. [...] Minha mãe era uma santa por ter de suportar você dia e noite, isso sim! Devia ter tido muitos amantes. Muitos. Homens que pudessem dar a ela o prazer que você nunca foi capaz. Ela sempre se sentiu uma porcaria ao seu lado. Uma dona de casa de merda! Nunca uma mulher. Nunca!" - Página 99.
A escrita de Ricardo é ágil e habilidosa, mas achei alguns pontos confusos, como a troca repentina de narração. Em um ponto, a história estava sendo narrada por Júlio, e no outro era contada por um narrador, sem nenhum aviso prévio. Tirando isso, me surpreendi com a qualidade de sua escrita. O autor não teve medo de arriscar, e detalhou cada fato com uma facilidade louvável.
Faltou uma melhor revisão na obra, pois encontrei alguns erros de escrita, como alguns travessões e pontuações em falta, embora não seja nada que impeça de ler o livro.
É uma leitura mais do que recomendada para os que gostam de um bom suspense e de reviravoltas inesperadas. A cada página, uma nova surpresa. Mas fique atento: ao começar a ler 72 Horas Para Morrer, prepare seu estômago e sua mente. Ambos darão MUITAS voltas!
pra quem curti ler livro deve ser bom
ResponderExcluirCaramba lendo sua resenha agora parecia um dos lvros do James Patterson, que é um mestre do suspense. Antes dele também não gostava muito de suspense, mas vi que é genero bacana se for trabalhado de forma certa.
ResponderExcluirAbs,
Me, myself and more
Caramba! Também escrevo resenhas de livros, e gostei pra caramba da maneira que você escreve suas resenhas! Parabéns...
ResponderExcluirO livro me pareceu bem interessante! Não gosto quando os livros ficam confusos, mas gosto da mudança da narrativa!
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http://enricows.blogspot.com.br/
As capas dos livros tem muita influencia sobre mim e essa capa é demais.Confesso que não leio muito livros com essa temática, mas não quer dizer que eu não goste.Gostei muito da resenha, acho que tenho que investir mais nessas leituras ;)
ResponderExcluirBjs de Uma menina leitora
umameninaleitora.blogspot.com
Parabéns para vocês por incentivarem a leitura. Como professor, acho fantástico que ainda existam jovens que apreciam esta arte. Já me tornei um seguidor de vocês. Se puderem também me seguir no face:
ResponderExcluirO fan page é: https://www.facebook.com/oivalfnocinema
e o site é: www.cineprise.com.br
Grande abraço e novamente parabéns!!!
Flávio Junio
Olá!
ResponderExcluirNão conhecia esse autor ainda.Gosto de livros de suspense,prefiro ler os livros a ver filmes desse gênero,se a história ficar muito pesada fecho o livro e volto a ler mais tarde.Se tiver a oportunidade lerei esse livro.Gostei muito da forma como você escreve,o layout do seu está ótimo.
Li coisas mt boas sobre esse livro e estou bem curiosa. Confesso que o livro narrado por diferentes personagens não são os meus favoritos, mas acho que gostarei desse! =)
ResponderExcluirGrande beijo!
Lygia - Brincando com Livros