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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Quatro Contra 1 #4 - Círculo Secreto: A Iniciação

3 comentários


"Quatro Contra Um" é uma coluna com a proposta de resenhar livros de uma forma descontraída.



A história começa quando Cassie se muda da Califórnia para New Salem, depois de passar as férias em Cape Cod, e começa a se sentir estranhamente atraída pelo grupo de jovens que domina sua nova escola. Cassie logo é iniciada no Círculo Secreto, uma irmandade de bruxas que controla a cidade há séculos, numa aventura ao mesmo tempo fascinante e mortal. Ao se apaixonar pelo sombrio Adam, será preciso escolher entre resistir à tentação ou lutar contra forças obscuras para conseguir o que deseja - mesmo que um simples passo em falso possa significar a sua destruição.





Vamos lá ao primeiro Quatro Contra Um do mês. Primeiramente, queria pedir para quem for ler:  não compare com a série (RIP), pois, como sabem, o mesmo é dito para
Vampire Diaries, que é algo totalmente diferente de seus livros.Todo mundo sabe que a L.J. Smith é meio louquinha do juízo, certo? Certo. Vampiros e bruxas estão no currículo da gata, e como devem saber, além de Vampire Diaries temos Secret Circle , que tinha de tudo para ser uma explosão, mas vamos lá.



Motivo Negativo #1: Muito personagem para pouca história.
Alguns autores têm esse problema, de entupir a história com personagens e não sair merda alguma na história. Tudo bem que o livro tem 255 páginas e dá pra ler em um dia, mas qual o sentido de fazer algo legal e não ter uma boa história para contar? Não quero dizer que em Círculo Secreto não temos uma boa história de bruxaria, mas você contar 12 personagens - que deveriam ser principais, já que são membros do Círculo, e o livro está falando disso - sendo que no máximo 6 ou 7 são principais... É broxante. A principal mesmo é tão sem sal quanto Elena. Desculpa, mas é verdade. A história toda é envolta das caveiras de cristal, onde o Círculo - que Cassie parece ser a rejeitada da turma por saber a pouco tempo que é bruxa) - tenta encontrar para usar a magia que nele acerca. Enquanto uns querem manter distância, outros querem a caveira para obter poder (leia-se Faye).

Motivo Negativo #2: Ação.
Como havia falado, tem mais enrolation que tudo na vida. Uma boa parte do livro é Cassie em suas férias, onde misteriosamente encontra Adam, (membro do círculo, e adivinhem o que acontece...) onde ela o ajuda a escapar de uns caras. O mais engraçado é que a cidade onde Cassie estava era longe da cidade principal da história (fica numa ilha, só para você ter uma ideia), e justamente Adam estava lá, mas vai saber né? Adam estava à procura de uma das caveiras de cristal, mas é muita coincidência. A ação do livro, infelizmente, só ocorre bem lá para o final, que é  Faye amedrontando Cassie e a morte de alguém na escola.


Motivo Negativo #3: Livro de bruxaria sem bruxaria, hã?
Não, não é bem isso que vocês leram. Claro que há bruxaria no livro, se não eu iria jogá-lo fora, afinal sou fantasiado com isso. Acontece que há pouca bruxaria, o que me deixou um pouco para baixo. Tudo bem que não há varinhas. A bruxaria é usada por palavras mágicas rimadas (que lindinho né?), onde o bruxo deve imaginar o que quer e fazer uma rima (deve ser bem difícil em situações perigosas, não acham?). O maior problema é que não temos um vilão para usufruir dessa bruxaria. Creio eu que, por isso, o livro é bem ameno e sem muita ação, mas só acho.

Motivo Negativo #4: Quero mais, cadê?
Não, o livro não vai causar este sentimento de ‘quero mais’ em você. Apesar da leitura rápida que tive, houveram partes que me fizeram querer pular de um prédio de 7 andares, que nem O Despertar causou em mim. Claro que tem sempre as seus pontos legais, como, por exemplo, o ritual de iniciação (ápice da história, em minha opinião) e outras coisinhas que deixarei em segredo para quem estiver curioso a ler e discordar de mim. Temos muitas histórias do Círculo ainda para ler, e espero que assim, como em Vampire Diaries, melhore a cada sequência. O problema é que Secret Circle não fez/faz tanto sucesso assim. Por exemplo: até a autora da série passou a mesma para outra escritora, sabiam disso? Mas ainda tem seus fãs por aí (eu e o Gabe éramos/somos fã da falecida série).

Motivo Positivo #1: Rivalidade e suborno.

Os momentos bons do livro são os de Faye e Cassie. A bitch realmente detesta a principal da história, e com toda razão! Acontece que Cassie se apaixona por Adam, e Adam é namorado da Diana, sendo que Adam sente algo por Cassie (clichê). Então, em um certo e lindo dia, Faye flagra  Cassie com Adam, e no final do livro ela a suborna para roubar a caveira de cristal que está com Diana (Cassie é sua melhor amiga), para que Faye não conte sobre o que viu. Acontece que a nossa queridinha Faye vai muito além, ou irá (ainda não li o segundo livro).


Tá... Confesso que não foram muitos motivos bons, ambos negativos e um positivo, mas acontece que é questão do gosto de cada um. Uns podem achar o livro brilhante, outros não. Fiquei meio que com medo de escrever o primeiro Quatro Contra Um negativo, mas tinha que ressaltar que nem todos os livros são como pensamos. Mas não desanimem por conta da minha opinião! O livro em si não é tão ruim, aliás, é melhor que o começo de Vampire Diaries (livros). Desculpa a comparação, mas já que é da mesma autora... Enfim, espero que os próximos livros sejam melhores, já que é uma trilogia. 
PS.: Adoro passar a mão em cima da capa do livro, é muito bom *u*

Ray | 2/5

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

RESENHA: Anjo Mecânico - As Peças Infernais 1

4 comentários
Nome: Anjo Mecânico - As Peças Infernais 1
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Links: Skoob
Comparando preços: por R$23,95 no Ponto Frio

Sinopse: Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo. 

Devo começar essa resenha lhes avisando: estou de ressaca literária. Já estamos na terceira semana de janeiro e, infelizmente, só li um livro e meio até então. Finalmente estou mudando essa situação, e Anjo Mecânico é um dos responsáveis por isso.
Assim como em Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare volta com a temática dos Caçadores de Sombras, dessa vez numa Londres vitoriana. A história do livro se passa ao redor de Tessa, uma jovem novaiorquina que, após ver sua tia morrer, vê que não há nada para ela naquela cidade. Seu irmão, que está em Londres, lhe faz uma proposta, chamando-a para morar com ele. Por estar desolada e completamente sozinha, Tessa é obrigada a aceitar.
Ao chegar em Londres, a garota descobre que a cidade só é bonita nos livros que lê, e que foi seduzida para uma armadilha. Seu irmão, Nathaniel, foi sequestrado, e a vida dele está em suas mãos. Por amor ao irmão, Tessa se entrega às Irmãs Sombrias, feiticeiras que são ordenadas a descobrir o porque da garota ser tão especial. Ao fim, descobrem que Tessa é algo jamais visto até então: a jovem é uma Metamorfa, capaz de se transformar em qualquer pessoa, viva ou morta, ao tocar em um único objeto que pertença à mesma.
Tessa começa a ser torturada pelas feiticeiras, que dizem estar lhe ajudando a controlar seus poderes. Após uma sessão de sofrimento, a garota é amarrada à sua cama, e um homem misterioso aparece em seu quarto. Um conto de fadas, se não fosse pelo tratamento rude dele. Logo descobrimos que ele é William Herondale, Caçador de Sombras e dono do maior ego de Londres. Mesmo que não estivesse em seus planos, o guerreiro salva Tessa do cárcere, deixando as Irmãs Sombrias furiosas.
Em meio a tantos acontecimentos, a história steampunk se desenrola com maestria. Autômatos estão sendo criados pelo Magistrado, um homem misterioso que controla o Clube Pandemônio, um lugar feito para Mundanos e seres do Submundo jogarem com suas vidas. Autômatos não deviam preocupar os Caçadores de Sombras, exceto por um motivo: não existem um ou dois deles, mas um exército, feitos para destruí-los, já que não são criaturas divinas ou demoníacas.
Cassandra Clare mais uma vez me deixou boquiaberto. Comecei a ler Anjo Mecânico sem nenhuma perspectiva, e isso foi algo muito bom, já que me surpreendi com o que li. A autora reutilizou a história dos Caçadores de Sombras, mas trouxe um universo completamente novo para seus leitores. Foi como estar lendo um enredo inédito, visto que existe um abismo de diferenças entre Os Instrumentos Mortais e seu prequel, As Peças Infernais. Ambas as séries têm personagens memoráveis, com personalidades cada vez mais interessantes. Adorei conhecer Jessamine, uma Caçadora de Sombras que detesta ser o que é, por ser uma dama e achar errado mulheres lutarem ao lado de homens. Will e Jem também me surpreenderam, apesar do segundo ter me conquistado com mais facilidade. Tive um baque de primeira impressão com Will, já que o personagem é bem parecido com Jace, mas logo vi que se tratavam de pessoas diferentes.
Para a alegria dos fãs, Magnus Bane também dá as caras no livro. Já não bastasse ser um personagem de destaque em Os Instrumentos Mortais, o feiticeiro se mostra o mesmo que conhecemos, fazendo com que eu goste ainda mais dele. A única diferença notável é que, em Anjo Mecânico, Magnus está envolvido com Camille, uma vampira da alta hierarquia Londrina. É importante que os livros de Cassandra sejam lidos na ordem em que estão sendo lançados, já que, assim como Magnus volta em As Peças Infernais, Camille está de volta em Cidade dos Anjos Caídos, quarto livro de Os Instrumentos Mortais. Um leitor que desconhece esse fato pode se encontrar perdido entre as duas histórias.
Quanto à edição, só tenho elogios à Galera. A revisão foi bem feita, não tive problemas com a tradução e a capa, por sua vez, segue o estilo de Os Instrumentos Mortais. Qualquer fã fica feliz em ver que sua série favorita está sendo bem tratada, e agradeço a editora por tanto se importar conosco.
Termino esta resenha recomendando Anjo Mecânico para todos que, assim como eu, se encontram apaixonados pelo universo de Cassandra Clare. Somos transportados para uma Londres dos sonhos, e a autora foi capaz de transmitir cada emoção sentida por seus personagens. Mais uma vez fui surpreendido, e espero que continue assim durante os próximos livros de ambas as séries.

Gabe | 5/5 ♥

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

RESENHA: Glee, O Início

6 comentários

Nome: Glee, O Início
Autora: Sophie Lowell
Editora: Galera Record
Páginas: 224
Links: Skoob
Comparando preços: por R$15,90 na Americanas
Sinopse: Uma oportunidade única para conhecer os bastidores do colégio McKinley - antes mesmo de o New Directions existir aos olhos do Sr. Schuester - e descobrir tudo sobre os principais personagens da série Glee. Quando Rachel viu Finn com outros olhos pela primeira vez? Como Quinn e Puck começaram seu romance secreto? Quando Mercedes começou a confundir os conceitos de “amigo gay” e “namorado”? E como será que o então amador clube do coral sobrevivia sem um líder destemido? Dica: não era exatamente um sucesso. "Glee - O início" é baseado na série de TV da Fox criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan. Prequel oficial da série Glee, atualmente exibida pela FOX e a partir de julho também na Rede Globo. A série é sucesso desde sua primeira temporada e teve 19 indicações ao prêmio Emmy e 11 Golden Globes.

Comecei a ler Glee, o Início sem pretensão alguma. Talvez fosse por ser um prequel da série, ou por não ser escrita pelos autores da mesma, mas algo não me chamava atenção no livro. Li por curiosidade, talvez, e confesso que foi uma leitura muito agradável.
Somos apresentados ao Glee Club antes de Will Schuester, que era formado por quatro alunos decadentes na escala social do colégio William McKinley: Mercedes Jones, Tina Cohen Chang, Kurt Hummel e Artie Abrahams. Ambos eram ótimos cantores solos, mas juntos não tinham sintonia. Para completar, o colégio estava ficando sem verbas para os programas de artes, e o clube poderia estar com os dias contados. É então que surge Rachel Berry, para tentar salvar o Glee e enfim ser reconhecida no colégio pelo seu talento.
É muito divertido ver personagens tão conhecidos por nós, fãs da série, em situações diferentes, mas senti falta de muitas coisas no livro. Por ser baseado em cima da série, a autora relaxou em relação à descrição dos personagens, tornando-os muito rasos. Nada de novo é apresentado, e senti que estava lendo uma fanfic ao invés de um livro. A escrita da autora também é pouco trabalhada, se tornando algo repetitivo.
Apesar disso, Glee, O Início não é um livro ruim. Fiquei muito feliz em ver personagens negligenciados na série, como Artie e Tina, tendo histórias sólidas no livro. Outros personagens também foram bem explorados, como Santana. Mesmo sendo uma personagem secundária no livro, suas frases eram muito bem aproveitadas. Nenhuma atitude dos personagens me surpreendeu, e isso me deixou um pouco frustrado.
Para quem não é fã da série, "Glee, O Início" pode ser um livro descartável. Apesar de ser uma leitura gostosa, não apresenta nada que já não tenhamos visto na série. Vale a pena ser lido pelo clima nostálgico que traz, nada mais.
A Galera fez um ótimo trabalho com a edição do livro. A capa tem detalhes brilhantes, e não reparei em nenhum erro de português durante minha leitura. A principio, "Glee, O Início" faz parte de uma série, mas a Galera anunciou que não tem previsão para o lançamento dos próximos livros. O jeito é continuar acompanhando a série e, como nos ensinaram, nunca deixar de acreditar.

Gabe | 3/5 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

RESENHA: Cidade de Vidro - Os Instrumentos Mortais 3

12 comentários

ATENÇÃO! Esse livro faz parte de uma série e pode conter spoilers do(s) livro(s) anterior(es) na resenha. 


Nome: Cidade de Vidro - Os Instrumentos Mortais 3
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Links: Skoob
Comparando preços: por R$25,11 no Ponto Frio

Sinopse: Clary está à procura de uma poção para salvar a vida de sua mãe. Para isso, ela deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, criando um portal sozinha. Só mais uma prova de que seus poderes estão mais sofisticados a cada dia. Para Clary, o perigo que isso representa é tão ou menos assustador quanto o fato de que Jace não a quer por perto. Mas nem o fora de Jace nem estar quebrando as regras irão afastá-la de seu objetivo: encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que pode ajudá-la a curar a mãe. 


Dando continuidade à história dos Caçadores de Sombras, Cidade de Vidro é o livro certo para fechar com chave de ouro a primeira trilogia de Os Instrumentos Mortais. Confesso que tive receios sobre o livro, já que Cidade das Cinzas teve uma leve queda de qualidade e isso poderia refletir em seu sucessor, mas felizmente não aconteceu. O terceiro volume da série é, sem dúvidas, o melhor até agora. É incrível como Cassandra mantém enredos dos livros anteriores e insere novos de uma maneira que poderíamos considerar impossível. Todas as perguntas deixadas em aberto são esclarecidas nesse volume, deixando a série aberta para uma continuação.
Após descobrir que pode salvar a mãe, Clary decide sair a procura de Ragnor Fell, o feiticeiro que aplicou um feitiço em Jocelyn para que a deixasse em coma. Mas, para que isso aconteça, a garota precisa ir a Cidade de Vidro, e Jace não fica nada feliz com a ideia. Clary, ciente dos poderes que tem, ignora o que Jace diz e entra em Idris, abrindo um portal sozinha e levando consigo Luke.
Ao chegar na Cidade de Vidro, Clary descobre que as coisas não são tão fáceis quanto achou que seriam e é obrigada a ficar hospedada na casa de Amatis, uma estranha que só Luke conhece. Um novo personagem também é inserido na história: o sedutor e misterioso Sebastian, que se dispõe instantaneamente a ajudar Clary em sua busca pelo feiticeiro.
Tive que parar a leitura de Cidade de Vidro diversas vezes para respirar. Cassandra cria tantas reviravoltas que é impossível não ficar ansioso para descobrir o final do livro. Nada foi desperdiçado, desde personagens a lugares. A autora não teve medo de matar personagens importantes, tudo para que a história terminasse sem fardas soltas. Algumas mortes foram de partir o coração, mas foram necessárias para o desfecho.
Adorei o destaque que Isabelle e Magnus tiveram nesse volume, visto que em Cidade das Cinzas ambos ficaram apagados. Os dois tiveram enredos sólidos, e mostraram ser personagens muito fortes, que precisam ser mais explorados nos próximos livros.
O último capítulo foi um turbilhão de emoções para mim. A autora soube criar um final divino para seus personagens, me deixando ainda mais ansioso para ler sua continuação, Cidade dos Anjos Caídos. Tenho certeza que Cassandra não vai me decepcionar, assim como não me decepcionou nesse volume. 


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

RESENHA: A Mediadora 2 - O Arcano Nove

5 comentários
ATENÇÃO! Esse livro faz parte de uma série e pode conter spoilers do(s) livro(s) anterior(es) na resenha. 

Nome: A Mediadora 2 - O Arcano Nove
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Links: Skoob
Comparando preços: por R$29,90 no Shoptime

Sinopse: Para uma adolescente, trocar de cidade pode ser um trauma. Para Suzannah, a mudança de Nova York para Califórnia está sendo ótima: novos amigos, muitas festas e dois caras bonitões e muito interessantes. Só que um deles é um fantasma. E o outro pode matá-la. Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos e resolver as pendências deles na Terra. A velha casa para onde se mudou com a mãe e o padrasto é assombrada por Jesse, um fantasma jovem e gentil. Como Jesse não liga muito para ela (e, além do mais, está morto), Suzannah se entusiasma com o interesse de Tad Beaumont, o garoto mais cobiçado da cidade. Mas o fantasma de uma mulher, cujo assassinato pode ter relação com um mistério no passado de Tad, a atormenta. E a vida de Suzannah pode estar ameaçada. Ser adolescente é complicado. O que dizer de uma garota que precisa dividir sua atenção entre a própria vida e a morte dos outros? 

Após ler A Terra das Sombras, fiquei ansioso para sua continuação, O Arcano Nove. Meg Cabot é muito elogiada por suas obras, e gostei do primeiro volume de A Mediadora. O problema é que fui com muita sede ao pote para sua continuação, e acabei quebrando a cara. O Arcano Nove não me conquistou como seu antecessor, e foi um livro que não vou fazer questão de lembrar por muito tempo.
Depois de Suze ter dado um jeito no fantasma de Heather, as coisas pareceram estar voltando ao normal. Com exceção de Jesse e das aparições de seu pai, a vida da garota ia bem, até que o fantasma de uma mulher aparece para lhe atormentar. A mulher, desesperada, insiste para que a garota avise a um homem chamado Sr. Beaumont que ele não a matou, e é esse o estopim para que o livro aconteça.
É então que Suze vai atrás do tal homem, pois sabe que o fantasma da mulher só ficará em paz quando seu desejo for cumprido. Ao descobrir quem é Sr. Beaumont, Suze também descobre que ele é pai de Tad, um garoto que parecia interessado nela e que possivelmente ele seja um vampiro. Isso poderia ser um problema, mas seu trabalho de mediação precisava ser feito, por isso a garota seguiu em frente.
Ao pesquisar mais sobre Sr. Beaumont, Suze e seus amigos descobrem que alguns desaparecimentos são ligados ao homem, que é dono de grandes empresas. Em geral, as pessoas desaparecidas eram ambientalistas que iam contra as construções empresariais do homem. Mesmo sabendo de tudo aquilo, Suze ainda tinha dúvidas: o que acontecia com aquelas pessoas desaparecidas? Morriam?
Devo dizer que o mistério não foi bem criado. Realmente, Meg me surpreendeu com a reviravolta que escreveu, mas não me agradou. Esperava algo mais forte, criativo. No fim, senti que estava lendo uma história do tipo "O culpado é o mordomo", já que foi quase isso. Os personagens foram mal utilizados, e poucos momentos foram realmente legais, como os trechos em que Suze conversava com Jesse e a visita à casa de Pru.
Também achei o nome do livro confuso. Para quem não sabe, Arcano Nove é uma carta de tarô, que acabou não tendo muito a ver com a história. Outros títulos ficariam melhores, já que O Arcano Nove é citado pouquíssimas vezes durante o livro e não tenha sido algo realmente importante para o decorrer da história.
Por ser um livro antigo, - sua primeira edição foi lançada em 2001 - não me senti muito no universo criado por Meg. Diferentemente do seu antecessor, O Arcano Nove tem muitas referências à coisas atuais para a época, e utiliza muitas expressões que, para nós, estão quase mortas. Hoje, ninguém diz que alguém surfa na internet, mas a expressão é usada com exaustão no livro. Esse é um dos meus medos com livros atemporais, já que a linguagem usada não vai durar para sempre, e em pouco tempo se tornarão livros velhos, mesmo com um lançamento tão recente.
Embora tenha me ganhado com A Terra das Sombras, Meg me decepcionou em O Arcano Nove. Continuo indicando o primeiro livro para quem me pedir recomendações, mas direi que, mesmo que tenha gostado do primeiro, o segundo não é um mar de rosas. Não quero que odeiem a série, pelo contrário. Meg Cabot criou um universo divertidíssimo no primeiro livro de A Mediadora, mas não soube manter no segundo volume. Espero que os próximos livros se recuperem dessa leve queda de qualidade, e que Suze continue chutando muitos fantasmas.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

RESENHA: Cidade das Cinzas - Os Instrumentos Mortais 2

10 comentários
ATENÇÃO! Esse livro faz parte de uma série e pode conter spoilers do(s) livro(s) anterior(es) na resenha. 

Nome: Cidade das Cinzas - Os Instrumentos Mortais 2
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Links: Skoob
Comparando preços: por R$24,20 no Ponto Frio

Sinopse: Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está; disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações.

Após o eletrizante final de Cidade dos Ossos, Cassandra Clare volta a contar a história de Jace e Clary, e de como os jovens reagiram a tantas mudanças em suas vidas: os dois ganharam um pai, descobriram ser irmãos e Clary percebeu que pode perder a mãe. Como se tudo isso não fosse o suficiente, uma nova preocupação vem a tona. A Espada da Alma, o segundo dos Instrumento Mortais, é roubada, e o principal suspeito é Jace, que é acusado de estar ajudando seu pai, Valentim.
Admito que Cidade das Cinzas não teve a mesma agilidade que seu antecessor, Cidade dos Ossos, mas isso não quer dizer que a história decaiu. Cassandra soube manter muito bem o enredo, mesmo que o ritmo tenha mudado.


"Quando você realmente ama uma coisa, nunca tente conservá-la do mesmo jeito para sempre. Precisa deixá-la livre para mudar." - Página 394. 


No segundo livro, pude ver um lado mais humanos de personagens como Jace e Magnus, e isso é um ponto muito positivo. Porém, alguns personagens foram esquecidos e ficaram perdidos na história, como Isabelle, que não teve nenhuma história sólida nesse volume da série. Isso aconteceu pela entrada de novos personagens, como Maia e Imogen, a Inquisidora.
Notei alguns erros na revisão do livro, o que me chateou muito. Foram erros recorrentes, de português e até na tradução. Nada que atrapalhe a leitura, mas espero que a editora tenha um cuidado maior nos próximos livros da série.
A escrita de Cassandra Clare continua impecável nesse volume de Instrumentos Mortais. É algo que flui com rapidez, e a autora é capaz de transformar um fato banal em um enorme acontecimento.


"Clary decidiu ir dormir mais cedo, mas o sono não veio. Ela podia ouvir o som suave do piano sendo tocado por Jace, mas não era isso que a mantinha acordada. Estava pensando em Simon, indo para uma casa que não parecia mais sua, no desespero na voz de Jace quando disse quero te odiar, e em Magnus, que não contara a verdade a Jace: que Alec não queria que ele soubesse sobre a relação dos dois porque ainda era apaixonado por ele. [...] Talvez fosse verdade o que a rainha Seelie dissera, afinal: o amor transformava as pessoas em mentirosas." - Página 228.


Assim como seu antecessor, Cidade das Cinzas é uma leitura mais do que recomendada. A história que Cassandra Clare criou fica cada vez melhor, e tenho certeza que seus sucessores serão tão bons - ou melhores - como o primeiro e o segundo livro. Mal posso esperar para ler Cidade de Vidro!


domingo, 5 de agosto de 2012

Caixinha de Correio #3

2 comentários

Uau, quanta coisa! Nunca achei que eu faria uma caixinha tão recheada, ou que seria tão cedo. Nessas semanas, comprei e ganhei bastante coisa, por isso o vídeo ficou um pouco longo. Sabendo que pode ser cansativo para alguns, tirei uma foto de tudo que ganhei e vou mostrá-la para vocês. Ah, e perdão pelo término repentino, minha câmera é realmente louca.
Espero que gostem do vídeo e que comentem!






Mostrados no vídeo:
Clique para aumentar a imagem!

As Confissões de Laura Lucy (Fernanda Saads, Novo Século)
Azul É Para Pesadelos (Laurie Faria Stolarz, Novo Século)
Manual do Novato 101 (P.C Cast e Kim Doner, Novo Século)
It Girl 7 - Garotas em Festa (Cecily von Ziegesar, Galera Records)
Oksa Pollock e o Mundo Invisível (Anne Plichota e Cendrine Wolf, Suma de Letras)
O Segredo de Esplendora: A Origem (Tatiana Mareto, Modo Editora)
O Preço De Uma Lição (Federico Devito e Gutti Mendonça, Novo Conceito)
Reformed Vampire: Grupo de Apoio Ao Vampiro (Catherine Jinks, Farol Literário)
Mimos da Turnê Intrínseca

Citados:
Lore, do Addictive World
Kari, do Mix Literário
Pri, do Way To Happiness
Tharcila, do Me, Myself and More
Celsina, do Uma Janela Secreta

RolandoFestival de Autores Nacionais (até 09/08).

sexta-feira, 27 de julho de 2012

RESENHA: Feios

5 comentários

Nome: Feios
Autor: Scott Westerfield
Editora: Galera Records
Páginas: 415
Links: Skoob 
Comparando preços: por R$23,30 na Cia dos Livros
Sinopse: Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.


Tenho que admitir que essa resenha foi difícil de se fazer. Tenho tanto para falar de Feios, são tantas histórias e elos que fica quase impossível de resumir o livro em alguns parágrafos.
Há um tempo atrás, comprei Feios e Perfeitos por R$9,90 no Submarino. Não esperava muito da série, já que era de um autor desconhecido para mim e que a história parecia arriscada demais para dar certo. Pois é, me surpreendi.
Tally, assim como todos de sua idade, é uma Feia. Não que a garota seja horrível, mas a sociedade lhe vê assim. Porém, aos 16 anos , a garota ganhará uma cirurgia para que enfim se tornasse Perfeita, e pudesse desfrutar de todas as mordomias que os jovens naquela faixa etária tinham: festas, luxo e uma beleza estonteante.
Por acaso, Tally conhece Shay, que também é Feia, mas é diferente de todos os outros: ela sabe demais. A amizade entre as duas cresce de maneira rápida e espontânea, já que ambas farão aniversário no mesmo dia e Tally não terá de perder mais um amigo, como já lhe aconteceu. Numa conversa, Shay admite conhecer um grupo de Feios que fugiram para um lugar chamado Fumaça antes de completarem 16 anos, e por isso não foram operados e viverão como Feios pelo resto de suas vidas. Quando seu aniversário se aproxima, decide fugir para lá e tenta levar Tally com ela. Achando que é loucura, a amiga fica e perde novamente alguém que amou. Ou achou que perdeu.
No dia de seu aniversário, sua cirurgia é cancelada e Tally se vê num dilema: só poderá se tornar uma Perfeita quando entregar a localização da Fumaça para o Circunstâncias Especiais, um grupo de Perfeitos que controla o que acontece em Nova Perfeição. Ela sabia que era errado, mas passou sua vida toda esperando pelo momento de ser Perfeita, e não deixaria aquilo escapar.
A partir desse ponto é que a história realmente acelera. Tally é obrigada a percorrer lugares extremos, pondo sua vida em risco para achar a Fumaça. Toda sua jornada é muito bem narrada, e o autor nos transporta facilmente para o universo onde os personagens estão. Sentimos o mesmo amor e temos as mesmas dúvidas que os Feios da Fumaça sentem e tem.


Como um veneno ambulante, ela matava tudo ao seu redor. Pensou nas orquídeas que se espalhavam pelos campos lá embaixo, arrancando a vida das outras plantas e do próprio solo, num processo egoísta e incontrolável. Tally Youngblood era uma praga. E, ao contrário das orquídeas, sequer era bonita. - Página 238.


O melhor ponto é, de longe, as críticas direcionadas à sociedade atual que o autor impõe. Por se passar em um futuro distante, os seres humanos não sabem como seus antepassados Enferrujados conseguiam viver e desmatar tudo que viam pela frente. É um soco no estômago e nos faz repensar muitas das nossas ações.
Scott Westerfield soube criar uma história maravilhosa, embora pareça confusa em seu início. “Feios” é uma distopia grandiosa, que merece mais reconhecimento no mercado. Uma adaptação para o cinema foi confirmada, mas nenhuma notícia foi dada além dessa. Quem sabe assim a história seja mais lida e consiga transformar mais mentes.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

RESENHA: Diários do Vampiro - O Despertar

4 comentários
 
Nome: Diários do Vampiro – O Despertar
Autora: L.J. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 240
Links: Skoob
Comparando Preços: por R$22,90 no Submarino

Sinopse: Um triângulo amoroso entre dois vampiros e uma bela jovem conquistou uma enorme legião de leitores nos anos 1990. "O Despertar", primeiro volume da série de L. J. Smith lançado originalmente em 1991, deu origem à série de televisão Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson, roteirista de Dawson’s Creek. Irmãos e inimigos mortais, Damon e Stefan Salvatore são assombrados por um passado trágico. Vivendo nas sombras desde a Renascença italiana, eles estão condenados a uma vida solitária: são vampiros. Séculos mais tarde, o destino parece levá-los a percorrer o mesmo caminho que um dia os conduziu àquela vida amaldiçoada e eterna.
Em Fell’s Church, na Virgínia, Stefan conhece Elena Gilbert, uma adolescente bela e popular. No encalço de Stefan, Damon procura vingança, e logo Elena se verá divida entre os dois irmãos — e entre o amor e o perigo.


Comecei a acompanhar The Vampire Diaries pela série, não pelos livros. Mas antes mesmo do 10º episódio, já corri atrás dos livros. Comprei e comecei a leitura no mesmo dia, porque meu amor pela série já era enorme, então imaginei que pelos livros também seriam.
No começo, já notei algumas diferenças, principalmente a personalidade da personagem Elena. Já gostava da personagem na série de TV, mas a Elena do livro me fez ter outra visão da personagem. Ela é muito mais forte, diferente da personagem da TV que às vezes me irrita um pouco com toda aquela choradeira. Mas o meu personagem preferido sem dúvidas é o Damon. Acho que já disse em alguma resenha anterior que eu tenho certa facilidade em me apaixonar pelos mais malvados, né? Então, foi exatamente por isso que eu me apaixonei pelo personagem. Outra personagem do livro que gostei bastante foi a Caroline, por ela sempre estar competindo com a Elena.
Diários do Vampiro foi a segunda história com vampiros que eu li e o que me fez ficar ainda mais encantada. A escrita da Lisa é ótima. Adoro o triângulo amoroso formado por Elena, Stefan e Damon. É inevitável não ter seu casal favorito.
Vale super a pena ler o livro, apesar de ele ser fininho e te deixar morrendo de vontade de ler mais e mais capítulos (nada que não posso ser resolvido com os outros livros da série!).

domingo, 22 de julho de 2012

Caixinha de Correio #2

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Mais uma caixinha de correios! Eu deveria ter postado ela semana passada, mas realmente não deu. Mas, vamos ao que interessa? Dessa vez eu paguei micos em dobro, mas espero que vocês gostem do vídeo e comentem sobre o que acharam.
E, aos que vão estranhar por eu ser carioca e estar com dois casacos e uma blusa, ai vai o porque: estava  fazendo 18º quando gravei o vídeo. Pode não parecer muito, mas para quem está acostumado com 40º, é mais do que inverno!




Mostrados no vídeo:

Numb3rs: Tempo de Fuga (Rachel Ward, Editora ID)
Era Uma Vez, Há Muito Tempo Atrás... (Brigid Pasulka, Nova Fronteira)
Fallen (Lauren Kate, Galera Records)
Tormenta (Lauren Kate, Galera Records)
Paixão (Lauren Kate, Galera Records)

Estou lendo:

Cidade das Cinzas: Os Instrumentos Mortais 2 (Cassandra Clare, Galera Records)

Rolando:

Promoção de mimos da Editora Arqueiro (até 01/08).
Festival de Autores Nacionais (até 09/08).


segunda-feira, 9 de julho de 2012

RESENHA: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

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Nome: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 432
Links: Skoob
Comparando Preços: Por R$21,90 na Americanas (Edição de 2009

Sinopse: Rebecca Bloom é uma garota londrina com um péssimo hábito. É uma consumidora compulsiva. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as próprias finanças. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. E ainda encontra tempo para se apaixonar. Um romance muito divertido que faz um retrato de quase todas as mulheres que conhecemos.


Meu interesse em ler o livro surgiu depois de ver o filme, mas só depois de quase dois anos eu tomei coragem e comecei a ler. Assim como Gossip Girl, a história de Becky Bloom não é o que eu costumo ler, porque amo histórias com vampiros (e pretendo recomendar uma enciclopédia em breve!).
Achei a Becky uma personagem muito carismática e que reflete a realidade de muita gente. Uma personagem que sonha em trabalhar com o que gosta e gasta mais do que tem. Sem dúvidas é uma personagem que me conquistou. Outro personagem que gostei muito foi o Luke, chefe da Becky. Apesar de ser um homem sério e focado no trabalho, Luke tem aquele jeitinho que conquista você rapidinho.
E o sufoca que a Becky passa por causa das dívidas é, com certeza, muito engraçado. Apesar de estar totalmente apertada, o lado consumista da personagem sempre fala mais alto. E eu tenho certeza que isso acontece com muita gente na vida real. 


 “[...] Não, é mais do que isso. É que me sinto como uma pessoa completamente nova. Me sinto como se tivesse... crescido. Amadurecido.”


Confesso que depois de ler Os Delírios de Consumo de Becky Bloom o meu lado consumista despertou um pouco. O livro é ótimo e sei que muita gente vai gostar e se identificar. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

RESENHA: As Delícias da Fofoca - Gossip Girl Vol.1

3 comentários
Nome: Gossip Girl - As Delícias da Fofoca
Autora: Cecily von Ziegesar
Editora: Galera Record
Links: Skoob
Comparando preços:  Por $24,90 no Submarino

Sinopse: Neste primeiro volume, a estonteante loira Serena van der Woodsen volta de uma longa viagem que fez a Europa, depois de ter sido expulsa de seu colégio europeu. Mas parece que sua melhor amiga Blair Waldorf não está tão contente com sua volta. Só de pensar que a sua amiga iria tomar seu posto de mais popular do colégio já sentia calafrios. É então que uma série de fofocas e boatos sobre Serena começam a rolar pelo mundinho destes adolescentes, deixando-a afastada de todos. Era tudo o que Blair queria: ser o centro das atenções e manter seu namorado Nate longe da rival. Será que Serena irá agüentar tanta solidão? 

Sempre gostei muito de Gossip Girl como série de Tv, então achei que seria legal ler os livros também. Comprei os 3 primeiros livros da Cecily e confesso que me arrependi. Talvez o problema não esteja com os livros e sim porque esse não é o tipo de história com o qual eu estou acostumada a ler. É estranho eu gostar mais da série do que dos livros, já que sempre acontece o contrário. 


“Bem-vindos ao Upper East Side de Nova York, onde meus amigos e eu moramos, estudamos, namoramos e dormimos - às vezes uns com os outros.” Página 07



Li do começo ao fim e só simpatizei com UM personagem ao decorrer da história. Blair Waldorf foi a que mais me conquistou por causa da personalidade e seus diálogos. Com certeza é a personagem que mais interessa, pois não é chata como os outros.
Os problemas pessoais dos personagens são interessantes até certo ponto, porque tudo em excesso cansa. Digamos que os personagens de GG tenham muito drama pra pouca história. E o jeito meio “Young, wild and free” deles é a mesma coisa que já vi em diversos filmes. Cada página que eu conseguia passar deixava a história mais óbvia ainda.  
Depois de terminar o primeiro livro, li o segundo e o terceiro. E minha opinião continuou a mesma do primeiro livro da série.  Gostaria de arrumar tempo para ler os outros livros e ver se a história melhora no meu ponto de vista.


“Talvez estivessem sorrindo porque as duas, no fundo, sabiam que, não importava o que viesse a acontecer – não importava por quem o cara tenha se apaixonado, ou que roupas elas usavam, ou como foram seus testes de aptidão, ou para que faculdades iriam -, as duas ficariam muito bem.
Afinal, o mundo em que viviam cuida de tudo sozinho.” - Página 245



Para quem procura um chick-lit de qualidade, deixe Gossip Girl de lado e procure alguns mais cativantes, como Pretty Little Liars e Os Delírios de Consumo de Becky Bloom. Gossip Girl é uma série longa, e caso você não goste dos primeiros volumes da série, será quase impossível gostar dos outros. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

RESENHA: A Terra das Sombras - A Mediadora 1

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Nome: A Terra das Sombras - A Mediadora 1
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Records
Links: Skoob
Comparando preços: Por R$27,81 no Ponto Frio


Sinopse: Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber a gravidade do que encontraria ao mudar-se para Califórnia. 


Um garoto lendo Meg Cabot?!
Calma, a princípio eu também fiquei com essa mesma ideia na cabeça. Todos sabemos (ou saberão a partir de agora) que a Meg é uma autora que escreve livros para um público preferencial feminino (tanto é que "A Terra das Sombras" é classificado como ficção para meninas), mas algo na série me chamou a atenção. Agora somem minha curiosidade mais toda a série por R$74,99 no Submarino. Me senti obrigado a comprá-la, ainda mais por só pagar R$25, já que duas amigas pagariam o resto como meu presente de aniversário.
Pois bem, deixei os livros guardados por um tempão. Como foi meu primeiro livro escrito pela Meg, tive medo de sua escrita ser muito feminina e A Mediadora acabar se tornando um chick lit de suspense. Me decepcionei amargamente pela minha decisão de ficar adiando a leitura de A Terra das Sombras, porque li ele com muita rapidez e deixei todos meus receios de lado.
O ponto mais forte do livro é, com toda certeza, sua protagonista. Suze foge de todos os estereótipos impostos pelos YA de como uma garota deve ser, mesmo que suas atitudes sejam típicas de uma adolescente.


"Tenho de reconhecer que às vezes prefiro a companhia dos mortos à companhia dos colegas. Gente de 16 anos pode ser mesmo assustadora." - Página 84


O romance está em toda a história, mas como um pano de fundo. Talvez isso possa ser explorado nos próximos livros, mas ainda não os li para ter certeza.
É incrível como a autora conseguiu me conquistar tão rapidamente. Eu mal havia passado do terceiro capítulo e já queria devorar as páginas seguintes, pensando até em virar madrugadas lendo-o. Os personagens, o enredo e as menções ao Brasil (muito engraçadas, por sinal) são um prato cheio para aqueles que gostam de uma ficção leve, que é capaz de transmitir tensão em uma página e arrancar risadas na outra.
Já posso me considerar fã da Meg e mal posso esperar para ler outros livros da autora. A Mediadora não é uma série atual, mas sua leitura vale muito a pena. Afinal, quem disse que livro tem idade?


sexta-feira, 8 de junho de 2012

RESENHA: Cidade dos Ossos

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Nome: Cidade dos Ossos - Os Instrumentos Mortais 1
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Records
Links: Skoob
Comparando preços: por R$28,90 no Ponto Frio

Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria. 


Cassandra Clare é muito louca!
“Cidade dos Ossos” foi, sem dúvida alguma, um dos livros mais intensos que já li. Comecei a lê-lo sem expectativas, mal sabia sobre a história, mas algo me encantava no que eu tinha ouvido falar. Depois de ler muitas resenhas e ver alguns vídeos sobre a saga, decidi comprar os três primeiros livros de Os Instrumentos Mortais e não me arrependo. A autora conseguiu juntar anjos, demônios, lobos, vampiros, fadas e feiticeiros na mesma história e mesmo assim não se perdeu em nenhum momento.
Numa noite qualquer, Clary e seu melhor amigo, Simon vão para uma balada em Nova York, chamada Pandemônio. Tudo parecia completamente normal: pessoas dançavam, suavam, se beijavam, mas Clary viu e sentiu uma movimentação estranha se direcionando à um local escondido da boate. A garota acaba entrando numa espécie de galpão e testemunha um assassinato, cometido por pessoas que só ela era capaz de ver. Dias depois, acaba tendo uma discussão com a mãe e novamente encontra um dos assassinos que viu no Pandemônio, e que só ela via. Assim, descobre que o nome do garoto é Jace.
A principio, não gostei muito de Jace. Ele tem um ego inflado, respostas na ponta da língua e age como um completo babaca, mas minha opinião mudou muito quando cheguei na metade do livro, já que é compreensível que ele seja assim: aos 10 anos de idade, teve de ver o pai morrer e se mudou para a casa de estranhos.


“- O sarcasmo é o refúgio dos fracos – Clary disse a Jace.
- Não consigo evitar. Uso minha sagacidade para esconder minha dor interna.”
Página 169.


Com Clary foi semelhante, mas acabei gostando dela antes do que imaginava. A personagem foi bem construída, mas é irritante como a autora faz questão de sempre afirmar que Clary é uma menina diferente, que gosta de mangás e desenha. Algumas atitudes da garota também  foram bem questionáveis, do tipo que você sente vontade de entrar no livro e dar uns tabefes na cara dela.


“- Olha quem fala de egoísmo – ela sibilou tão perfidamente que ele deu um passo para trás. – Você não se importa com ninguém além de você, Alec Lightwood. Não é a toa que você não matou demônio algum, você é medroso demais.
Alec pareceu espantado.
- Quem disse isso?
- Jace.
Ele parecia ter levado um tapa na cara.
- Não. Ele não diria isso.
- Ele disse – ela podia ver o quanto o estava machucando, e se sentiu feliz com isso. Mais alguém tinha que sofrer, só para variar um pouco.”
Páginas 288 e 289.


Diferente de @mor, os personagens secundários de Cidade dos Ossos não me encantaram. É como se a autora tivesse se esforçado demais na construção dos principais e esquecido de todos os outros que ajudam a história a andar. Um dos pontos negativos do livro é esse: a falta de carisma das outras espécies que não sejam nephilins.
O sarcasmo é uma das melhores coisas do livro, e 100% desse artifício é usado por Jace. Ele é o único personagem que me fez rir em momentos de tensão. Sua implicância com Simon é algo infantil, beirando ao cômico.


“- Você não tem carteira de motorista e carro? – Alec perguntou a Clary, olhando para ela com ódio mascarado – Pensei que todos os mundanos tinham essas coisas.
- Não com 15 anos. [...]  Pelo menos meus amigos podem dirigir. Simon tem carteira, mas ele não tem carro.
- Mas ele dirige o carro dos pais? – perguntou Jace.
Clary suspirou, encostando-se na mesa.
- Não. Geralmente ele dirige a van do Eric. Para shows e coisas do tipo. Às vezes o Eric empresta para outros fins. Se ele tiver um encontro com alguma garota, por exemplo.
Jace riu desdenhosamente.
- Ele busca garotas de van? Não é à toa que faz tanto sucesso com elas.
- É um carro – corrigiu Clary. – Você só está com raiva porque ele tem algo que você não tem.
- Ele tem várias coisas que eu não tenho. Miopia, falta de postura e uma falta de coordenação assustadora.”
Página 318.


Me decepcionei um pouco não com a história, mas com os erros na tradução e na supervisão dos textos. Algumas frases tem palavras faltando, faltam travessões e algumas aspas não tem fim. São pequenos detalhes, mas que te fazem diminuir o ritmo da leitura. Fora isso, recomendo muito Cidade dos Ossos. Foi uma leitura gostosa para mim, mesmo que não tenha sido rápida. Mal posso esperar para ler sua continuação!