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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

MEME: Campanha de Incentivo à Leitura

1 comentários

Não sou um blogueiro que costuma fazer memes, mas esse me chamou bastante atenção. Gostei da proposta, e agradeço a Rebeca, do Leitura Ao Cubo e a Fabiola, do Literatura & Eu por terem indicado o Desejos. Obrigado, meninas!
Tentarei fazer outros memes à quais eu for indicado, e agradeço desde então pelos convites. Vamos ao de hoje?


As regras são:
Responder a pergunta: Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?
Indicar 10 blogs pra fazer o meme. Indicar e não “oferecer pra quem quiser pegar”.
Avisar os blogs que você indicou e colocar o selinho no blog para apoiar a campanha.

Pensei muito para responder esse meme, já que indicações sempre são perigosas. Ao indicar algo, você precisa ter certeza de que é a cara da pessoa, porque é a partir dessa leitura que ela terá interesse por outras. Vi então que minhas sugestões são as seguintes:


Sussurro, de Becca Fitzpatrick. É um livro curto, de 264 páginas, mas isso não afeta sua qualidade. Um leitor constante poderá notar semelhanças com outras histórias, mas um iniciante se apaixonará rapidamente pelo romance de Nora e Patch. A escrita de Becca é muito fluida, e te deixa com vontade de devorar os livros seguintes da saga.


Jogos Vorazes, de Suzanne Collins. Por ter sido adaptado para o cinema, Jogos Vorazes  faz com que o espectador sinta-se curioso para ler a história que originou o filme. Faz muito bem, já que Suzanne é uma autora incrível, que nos transporta para seu mundo distópico nas primeiras páginas de sua trilogia.

@mor, de Daniel Glattauer. É um dos meus xodós, e recomendo para todos que me pedem sugestões. A capa pode transparecer feminilidade, mas a história mostra que o livro foi feito para todos os públicos. É pequeno, escrito em forma de e-mails e pode ser lido em uma só tarde. Tem como não se apaixonar?


Essa é minha lista de incentivo à leitura. Tenho certeza que qualquer leitor, seja constante ou iniciante, se apaixonará por alguma dessas histórias. Escolhi aquelas que me conquistaram nos primeiros capítulos, ao invés de se arrastarem durante as páginas. E você, quais livros indicaria para um leitor iniciante? Comente deixando sua lista!

Os blogs que indico para fazer o meme:


Gabe

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

RESENHA: Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito

7 comentários
Nome: Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito
Autor: Marc Levy
Editora: Suma de Letras
Páginas: 244
Links: Skoob
Comparando preços: por R$25,42 na Cia dos Livros

Sinopse: Com mais de 23 milhões de livros vendidos e traduzidos em 42 línguas, o autor francês mais lido no mundo, Marc Levy, volta a cativar os leitores em seu oitavo livro. Em Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito, Marc Levy aborda a relação conflituosa entre um pai e uma filha. Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh - empresário brilhante, mas pai distante - não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai - e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito. 


Minha relação com Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito foi complicada. Comecei a lê-lo por curiosidade e esperava muito, já que Marc Levy é elogiado por muitos blogueiros. Realmente, o livro não me decepcionou, mas muitos obstáculos quase fizeram que eu desistisse da leitura.
O livro se passa ao redor de Julia, uma mulher com seus 30 e poucos anos que tem tudo o que sempre desejou: sucesso na carreira em que escolheu, um noivo devotado e um melhor amigo gay que está sempre disposto a ajudá-la. Seu casamento estava próximo, e tudo parecia perfeito para alguém de sua idade, exceto pela relação conturbada com o pai, Anthony Walsh, um acionista que passou o maior tempo de sua vida em cidades pelo mundo, sem a filha ao lado. Ainda adolescente, Julia teve que se acostumar com a solidão de uma casa sem carinho, já que a mãe sucumbira à loucura e falecera pouco depois disso.
Com a data do casamento próxima, Julia e Stanley, seu melhor amigo, corriam para preparar tudo. Um convite fora enviado ao pai, mas nenhuma resposta foi obtida, até que o secretário de Anthony liga para a filha do homem, com uma desculpa de que ele não poderia ir. "Não fará falta", pensou Julia, até que Wallace lhe explicou o motivo.

- E aí? - perguntou Stanley, impaciente. - Ele vai?
Julia balançou a cabeça, dizendo que não.
- E qual foi o pretexto dessa vez para justificar a ausência?
Julia respirou fundo e olhou para Stanley.
- Morreu!
(Página 13)

A partir daí, a vida de Julia vira de cabeça para baixo. Não bastasse descobrir por telefone que o pai havia acabado de morrer, outra notícia destrói de vez seus planos: o enterro do pai aconteceria no próximo sábado, justamente o dia de seu casamento com Adam. Irritada, cancela o casamento para passar um último momento com o corpo do homem mais ausente de sua vida. Porém, ao chegar em casa, descobre uma caixa no meio de sua sala com a surpresa mais estranha de sua vida: uma cópia do pai em tamanho natural, com um controle remoto e uma placa escrita "ligue-me". Só então ela descobre que o pai, na verdade, estava lhe dando todos os momentos que nunca tiveram juntos, já que aquele era um robô programado com todas as memórias e feições do antigo Anthony Walsh. Julia não aceitou essa atitude do pai, que escolheu ser ausente enquanto vivo e presente após morrer.
Após muitas discussões entre criador e criatura, o novo Anthony sugere que pai e filha façam uma viagem, para tentar recuperar as vezes em que nunca esteve ao seu lado e criar novas memórias. Seis dias, é tudo que ele pede, e Julia se sente obrigada a ceder. Tudo em sua vida parecia estar bagunçado, e uma viagem seria a desculpa perfeita para descansar um pouco. Mas, para atrapalhar ainda mais seus planos, um fantasma do passado volta a assombrá-la, e uma antiga paixão de adolescente volta a apertar seu peito.
Marc Levy é um autor único, que tem suas características marcantes e personagens peculiares. Sua escrita é maravilhosa, mas me incomodei com a quantidade de diálogos e pouca descrição dos cenários. A história também ocorre aos poucos, e isso fez com que eu empacasse na leitura do livro. Levei duas semanas para lê-lo por completo, quando podia ter lido-o em uma tarde. Sei que foi para dar profundidade à história, mas não consigo gostar de livros lentos. Apesar disso tudo, me identifiquei muito com alguns personagens, e aprendi a amá-los com o passar das páginas. É uma pena que eu só tenha sido conquistado a partir da página 150, quando os enredos já estavam se desenrolando. Se tivesse acontecido mais cedo, com certeza eu teria curtido mais.
Em relação à edição, só tenho elogios. A capa é simples e retrata muito do que o livro quer nos mostrar. Não encontrei erros de português durante a leitura, e as páginas brancas não me desanimaram dessa vez. A fonte utilizada não foi pequena, então não tive nenhum problema com a cor das páginas.
Cheio de reflexões e pensamentos que nos negamos a ter, Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito é um livro perigoso. Caso você seja um amante de romances, é mais do que recomendado. Se não se encaixar neste grupo, sinto muito, mas vá com calma ao lê-lo. Muitas mensagens podem passar em branco se não nos aprofundamos na leitura, e isso é como ler em vão. A história pode demorar a te encontrar, mas não desista dela nas primeiras páginas. Aposto que Julia, Anthony ou qualquer outro personagem vai te conquistar, e isso é algo impagável.

Está vendo - disse, se sentando - é engraçado, a gente encontra um monte de motivos para não amar, medo de sofrer, de ser abandonado um dia. No entanto, amamos a vida, mesmo sabendo que ela vai nos deixar um dia.
(Página 204)

Gabe | 4/5 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Intercâmbio Literário: Destino

5 comentários

Eu e a Lorena, do blog parceiro Enclausuradas, decidimos criar uma coluna para unir ainda mais os dois blogs, e daí veio a ideia do Intercâmbio Literário. O conceito é simples: ambos leremos o mesmo livro, mas resenharemos no blog do outro. O primeiro livro que escolhemos foi Destino, e abaixo se encontra a resenha da Lore. Caso se interesse para ler a minha, clique aqui. Não esqueça de comentar o que achou da coluna e da resenha!


Nome: Destino
Autora: Ally Condie
Editora: Suma de Letras
Páginas: 239
Links: Skoob
Comparando preços: por R$14,90 no Submarino
Sinopse: Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander - bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.


- Cassia Reyes, a Sociedade tem o prazer de lhe apresentar seu Par.
Meu coração para, não acredito no que vejo. Um rosto reaparece no terminal, diante de mim.
Não é o rosto de Xander.  


Bom, primeiramente lhes digo que Destino é um livro que tem um lugar reservado no meu coração por ser a primeira distopia que li, e a primeira a gente nunca esquece.
O livro é narrado por Cássia, uma garota de 17 anos que está às vésperas do seu Banquete de Par, onde será escolhido seu Par, o cara com quem irá se casar. Tudo ocorre muito rapidamente: no telão não mostra o rosto de Par e alguns segundos de pânicos são presenciados, mas correu tudo bem, seu Par é Xander, seu melhor amigo com quem convive desde criança. Logo após a revelação do Par, são dados microcartões com informações de namoro para Cássia e Xander, mas os dois não precisam disso, eles se conhecem a  anos. Ao abrir o cartão apenas por curiosidade, Cássia se depara não com o rosto de Xander e sim com Ky Markham, um garoto que conhecia a muito tempo, mas nunca tinha se deixado prestar atenção.
Em Destino, a sociedade é toda controlada; com quantos anos você morrerá, com quem irá casar e até mesmo o que vai comer. Cássia nunca percebeu em como tudo isso era tão controlador. Para ela, tudo bem, eles tinham uma vida boa, uma família unida e nada do que reclamar. Mas tudo mudou quando Ky apareceu no cartão. A partir daí, um triângulo amoroso é formado, mesmo Cássia sendo destinada à Xander, sua mente não consegue parar de pensar em Ky. 

Mantenho meus dedos presos aos dele enquanto andamos até o centro de recreação. Talvez, se eu não soltar, isso prove que nosso destino era ser mesmo um Par. Que aquele outro rosto na tela não significa nada: que foi só um defeito temporário no microcartão.

A capa é muito reveladora, dentro da esfera há Cássia, em seu vestido verde do Banquete de Par e por fora, a esfera em si, é a Sociedade, que está a enclausurando, a prendendo. 

"Agora que descobri como voar, que direção devo seguir? Minhas asas não são brancas nem emplumadas. São verdes, feitas de seda verde que estremece ao vento e se dobra quando me mexo - primeiro num círculo, depois numa linha, finalmente numa forma que eu mesma inventei. A escuridão atrás de mim não me preocupa, nem as estrelas à frente." 
   
Destino é bom, mas eu vi várias coisas que são muito parecidas como em outros livros. Por exemplo, o triângulo amoroso entre melhor amigo e cara que a ama de verdade: Jogos Vorazes e sociedade controladora onde não se pode fazer nada e o fato de ter uma parte do lugar onde ninguém nunca foi, mas todos querem ir para fugir de todos: Feios.
Eu gosto da escrita da Ally, de como a história é narrada por Cássia. Vi-me na personagem várias vezes ao decorrer do livro e isso é algo que sempre me agrada, pois mostra como a personagem de certa forma é real, que não tem aquela coisa perfeita demais, vocês entendem como é? 
Algumas vezes o livro é bem chato, porque Cássia fica contando como funcionam as coisas no lugar que era mora ou então porque ela fica falando somente de Ky e Xander, mas isso não torna a leitura cansativa e maçante.
Destino, entre todas as distopias que li, está com certeza entre as melhores, mais do que recomendada!

Lorena | 4,5/5

domingo, 7 de outubro de 2012

Caixinha de Correio #4

5 comentários

Pois é, me perdi no número. Disse no vídeo que era a terceira caixinha, mas acabou sendo a quarta. Me perdoem, ok?
Peço desculpas por ficar tanto tempo sem fazer vídeo e mostrar o que chegou para mim. Não vou mais abandonar essa coluna do blog, tenho certeza disso. Mas vamos ver o que chegou para mim nesses últimos tempos?


Mostrados:

O Atlas Esmeralda (John Stephens, Suma de Letras)
Destino (Ally Condie, Suma de Letras)
Travessia (Ally Condie, Suma de Letras)
A Mão Esquerda de Deus (Paul Hoffman, Suma de Letras)
As Últimas Quatro Coisas (Paul Hoffman, Suma de Letras)
Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito (Marc Levy, Suma de Letras)
The Land Of Stories: The Wishing Spell (Chris Colfer, Little Brown)

Últimas resenhas:

Reformed Vampire - Grupo de Apoio Ao Vampiro (Catherine Jinks, Farol Literário)
Belo Desastre (Jamie McGuire, Verus Editora)

domingo, 5 de agosto de 2012

Caixinha de Correio #3

2 comentários

Uau, quanta coisa! Nunca achei que eu faria uma caixinha tão recheada, ou que seria tão cedo. Nessas semanas, comprei e ganhei bastante coisa, por isso o vídeo ficou um pouco longo. Sabendo que pode ser cansativo para alguns, tirei uma foto de tudo que ganhei e vou mostrá-la para vocês. Ah, e perdão pelo término repentino, minha câmera é realmente louca.
Espero que gostem do vídeo e que comentem!






Mostrados no vídeo:
Clique para aumentar a imagem!

As Confissões de Laura Lucy (Fernanda Saads, Novo Século)
Azul É Para Pesadelos (Laurie Faria Stolarz, Novo Século)
Manual do Novato 101 (P.C Cast e Kim Doner, Novo Século)
It Girl 7 - Garotas em Festa (Cecily von Ziegesar, Galera Records)
Oksa Pollock e o Mundo Invisível (Anne Plichota e Cendrine Wolf, Suma de Letras)
O Segredo de Esplendora: A Origem (Tatiana Mareto, Modo Editora)
O Preço De Uma Lição (Federico Devito e Gutti Mendonça, Novo Conceito)
Reformed Vampire: Grupo de Apoio Ao Vampiro (Catherine Jinks, Farol Literário)
Mimos da Turnê Intrínseca

Citados:
Lore, do Addictive World
Kari, do Mix Literário
Pri, do Way To Happiness
Tharcila, do Me, Myself and More
Celsina, do Uma Janela Secreta

RolandoFestival de Autores Nacionais (até 09/08).

sexta-feira, 1 de junho de 2012

RESENHA: @mor

11 comentários
Nome: @mor
Autor: Daniel Glattauer
Editora: Suma de Letras
Páginas: 184
Links: Skoob
Comparando preços: por R$23,62 na Travessa

Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rother. Ela é casada; ele ainda está digerindo o fracasso de seu ultimo relacionamento - e nada como a curiosidade, instigada por frases bem-encadeadas numa caixa postal eletrônica, para que os dois se esqueçam dos obstáculos e sejam impelidos a marcarem um encontro. Mas a expectativa é uma faca de dois gumes, trazendo o medo do que a realidade não esteja à altura da fantasia.


Comecei a ler @mor com muitas expectativas. A blogosfera fala muito bem do livro, e não pude resistir quando o vi em uma livraria. É algo que conquista a todos não só pela simplicidade e beleza da capa, mas pela formatação muito bem feita das páginas, já que o livro é todo escrito em forma de e-mails.
De início, não gostei de nenhum dos personagens principais. Leo era como um velho rabugento e Emmi uma criança metida à sarcástica, mas minha visão mudou muito a partir da página 30. O relacionamento dos dois vai se tornando gostoso de se acompanhar, sem muitos clichês para atrapalhar a leitura. É impossível não torcer pelos dois com o passar das páginas, ou melhor, com o devorar das páginas.
Em pouco tempo, comecei a mudar minha opinião sobre os personagens. Leo se mostra um homem gentil e bem humorado, que tenta não se lembrar dos problemas que envolvem sua vida pessoal e de sua ex namorada. Emmi, por sua vez, torna-se aturável (embora seja chata sua obsessão pelos e-mails de Leo) e se mostra preocupada com as pessoas ao seu redor.
Sempre há uma passagem de tempo entre os e-mails, por isso tudo acontece tão rapidamente, o que torna o livro ainda mais gostoso de se ler. O autor não arrastou assuntos por muito tempo, sempre tinham um inicio, meio e fim. A afeição que Leo e Emmi criam um pelo outro também acontece bem rápido.


"Não Emmi, você não é uma qualquer. Se alguém não é uma qualquer, esse alguém é você. E não o é de forma alguma para mim. Para mim, você é como uma segunda voz dentro de mim, que me acompanha durante o dia a dia. Você fez do meu monólogo um diálogo." - Página 68.


Embora Emmi e Leo sejam ótimos personagens, são os secundários que me conquistaram. As história de Marlene, Mia e Bernhard são muito fortes e importantíssimas para o desenvolvimento do caso virtual dos protagonistas. É torturante ver o quanto Bernhard, marido de Emmi, sofre com a situação em que a esposa está. Novamente o autor soube encaixar muito bem cada detalhe em seus textos.


"Leo, vou lhe dizer uma coisa: acho que deveríamos parar com isso. Estou ficando dependente de você. Não posso esperar o dia inteiro para receber o e-mail de um homem que me vira as costas quando me encontra, que não quer me conhecer, que só quer e-mails de mim, que usa minhas palavras para criar a mulher que imagina, visto que ele sofre provavelmente até o fim do limite da dor com mulheres que ele de fato encontrou. Assim eu não posso continuar. Não tenho nenhuma satisfação com isso. Você entende isso, Leo?" - Página 57.


Um dos pontos altos do livro é que você não sabe como os personagens aparentam, a não ser por pequenos detalhes, como o número do pé. Isso lhe dá uma possibilidade enorme para cria-los em sua mente, do jeito que você quiser.
Sem dúvida alguma, @mor é uma história forte e madura. Não houveram arrependimentos na minha leitura,  terminei-o com vontade de quero mais.
Ah, e que maldade aquele "CONTINUA" no final do livro hein?