Mostrando postagens com marcador Quatro Contra Um. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quatro Contra Um. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de março de 2013

Quatro Contra Um: As Vantagens de Ser Invisível

3 comentários


"Quatro Contra Um" é uma coluna com a proposta de resenhar livros de uma forma descontraída.





Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.





Oi, turminha da Xuxa! Tudo bem com vocês? Haha
Brincadeiras fora a parte, e lá vem o Ray encher com mais um “Quatro Contra Um” do mês. Mas antes de tudo, gente vocês com certeza já viram o filme teen mais fofo de todos os tempos né? Caso contrário, corre aqui no Desejos de Sábado para ler a resenha do Pipocando sobre o mesmo, que está ótima. O filme de “As Vantagens de ser Invisível” não conta só com um ótimo elenco, mas também com uma ótima adaptação para as telonas. Mas não iremos falar do filme, e sim, do livro, confere aqui comigo.




Motivo Positivo #1: Não é um clichê.
Não sei se este é o motivo certo, mas creio que seja por eu ter me identificado com o livro mais do que já me identifiquei com qualquer outra coisa. Li uma vez que o livro era pra lá de clichê, e que, como dito pela pessoa, “é uma história sobre um garoto normal no colegial com seus amigos vivendo aventuras”. Não, não é isso. Se “aventuras” quer dizer jogar na sociedade o que muitos jovens a fora passam na vida real, aí sim eu concordarei. Mas não é bem assim. Charlie é um adolescente que teve problemas em sua infância por conta de certa coisa que só sabemos no final do livro, que é importantíssima. A história é narrada por meio de cartas destinadas ao “Caro amigo”, que, alguns interpretam como um alguém qualquer, mas não é isso.  Charlie está enviando suas cartas para nós (leitores, pessoas que estão lendo), o que é uma forma interessantíssima de se interagir fora a narração normal em primeira pessoa.

Motivo Positivo #2: Temática.
Concordo e muito, que, de fato, os temas do livro são bem clichês, mas não é isso o que torna um livro “clichê”, se é que me entendem. Os temas são do dia a dia, mas o autor colocar todos esses temas em volta de um círculo e une, não só os personagens, como a história toda, em algo incrível e forte e que tenho orgulho de confessar que me fez chorar várias vezes. Vou citar uma para vocês: Charlie perdeu a sua tia quando era pequeno na época de seu aniversário, e toda vez que ela se aproxima, ele normalmente fica péssimo, imaginando que a morte de sua tia foi culpa sua, o que é inquestionável quando perdemos um ente querido: queremos por a culpa em alguém por algum motivo. Ele também perdeu seu amigo de infância, não se deixa bem explícito no livro a época, mas Charlie o conhecia bem. Sem saber, o amigo deixou uma carta de suicídio que ficou rondando pela cidade, e nem mesmo o próprio Charlie sabia, e ele a achou bem profunda. Então, certo dia, Charlie vê todos os seus amigos seguindo caminhos diferentes e tem uma recaída da qual nos faz pensar bastante na vida, e eu não vou detalhar porque o post já está ficando grande. Dentre outros temas temos drogas, álcool, abuso sexual, homossexualismo, e por aí vai.



Motivo Positivo #3: Amizade.
Acho que todo mundo deve saber que a amizade não dura para sempre, ou qualquer outra coisa na vida.  Tudo tem seu começo e seu fim, e no livro vemos isso bem claro quando todo mundo abandona Charlie. É difícil perder todos seus amigos de uma vez, por conta de uma besteira que você faz. Acho que a maioria das coisas citadas nos livros podem ser encaixadas de certa forma na vida de cada adolescente, ou até mesmo adultos, o que é uma sacada incrível, para o primeiro livro de alguém. Imagina só: você constrói uma amizade, molda e a rega por uma parte da sua vida, seja lá o quanto ela for, e de repente você esquece ou coloca coisa demais nessa amizade, o que você acha que irá acontecer com ela? 
É... é isso que acontece.



Motivo Positivo #4: Personagens cativantes.
Acho que um dos melhores pontos do livro foi isso, porque não tem nenhum personagem que se parece um com o outro. Quer exemplos? Só para deixar a leitura um pouco mais curiosa, caso alguém decida ler.

Charlie: inseguro e tímido.
Sam: não é tão inteligente e já se meteu em muita confusão.
Patrick: gay e super engraçado.
Brad: gay enrustido e esconde seu amor por questões de família.
Mary Elizabeth: fútil e controladora.

E esses são um dos vários personagens que temos, acredita que até personagens de segundo plano tem papéis importantíssimos dentro da trama? É como eu falei sobre ser um círculo, é tudo muito bem estruturado com uma forma impossível de não se gostar de ler. E eu falo sério, por mais que esteja fazendo marketing do livro.


Ah... desculpa gente, mas não achei motivos o suficiente para dar a este livro um motivo negativo. Ele tem tudo na medida do possível: é pequeno, inteligente, gostoso de ser ler e é uma maravilha. Não vou mentir, mas digo que é um dos livros mais fantásticos que li, e que acho que nunca me cansarei de ler, sem falar que pra quem tem amigos leitores é uma boa pedida de presente, então fica a dica. Antes de acabar a resenha, posso citar uma das minhas partes favoritas? Obrigado. E até a próxima, pessoal!

“Achei que tinha a mim mesmo na palma da mão, era uma fita que continha todas aquelas lembranças e sentimentos e grandes alegrias e tristezas. Bem na palma da minha mão. E penso em como muitas pessoas têm adorado essas canções. E como muitas pessoas passaram por maus bocados por causa dessas canções. E como muitas pessoas tiveram bons momentos com essas canções. E o quanto essas canções realmente significam. Acho que seria ótimo ter escrito uma delas. Aposto que, se eu tivesse escrito uma dessas músicas, ficaria muito orgulhoso. Espero que as pessoas que escreveram essas canções sejam felizes. Tomara que elas se sintam realizadas. Tomara mesmo, porque elas me fazem feliz. E eu não sou o único.” - Página 72.

Ray | 5/5 ♥

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Quatro Contra 1 #4 - Círculo Secreto: A Iniciação

3 comentários


"Quatro Contra Um" é uma coluna com a proposta de resenhar livros de uma forma descontraída.



A história começa quando Cassie se muda da Califórnia para New Salem, depois de passar as férias em Cape Cod, e começa a se sentir estranhamente atraída pelo grupo de jovens que domina sua nova escola. Cassie logo é iniciada no Círculo Secreto, uma irmandade de bruxas que controla a cidade há séculos, numa aventura ao mesmo tempo fascinante e mortal. Ao se apaixonar pelo sombrio Adam, será preciso escolher entre resistir à tentação ou lutar contra forças obscuras para conseguir o que deseja - mesmo que um simples passo em falso possa significar a sua destruição.





Vamos lá ao primeiro Quatro Contra Um do mês. Primeiramente, queria pedir para quem for ler:  não compare com a série (RIP), pois, como sabem, o mesmo é dito para
Vampire Diaries, que é algo totalmente diferente de seus livros.Todo mundo sabe que a L.J. Smith é meio louquinha do juízo, certo? Certo. Vampiros e bruxas estão no currículo da gata, e como devem saber, além de Vampire Diaries temos Secret Circle , que tinha de tudo para ser uma explosão, mas vamos lá.



Motivo Negativo #1: Muito personagem para pouca história.
Alguns autores têm esse problema, de entupir a história com personagens e não sair merda alguma na história. Tudo bem que o livro tem 255 páginas e dá pra ler em um dia, mas qual o sentido de fazer algo legal e não ter uma boa história para contar? Não quero dizer que em Círculo Secreto não temos uma boa história de bruxaria, mas você contar 12 personagens - que deveriam ser principais, já que são membros do Círculo, e o livro está falando disso - sendo que no máximo 6 ou 7 são principais... É broxante. A principal mesmo é tão sem sal quanto Elena. Desculpa, mas é verdade. A história toda é envolta das caveiras de cristal, onde o Círculo - que Cassie parece ser a rejeitada da turma por saber a pouco tempo que é bruxa) - tenta encontrar para usar a magia que nele acerca. Enquanto uns querem manter distância, outros querem a caveira para obter poder (leia-se Faye).

Motivo Negativo #2: Ação.
Como havia falado, tem mais enrolation que tudo na vida. Uma boa parte do livro é Cassie em suas férias, onde misteriosamente encontra Adam, (membro do círculo, e adivinhem o que acontece...) onde ela o ajuda a escapar de uns caras. O mais engraçado é que a cidade onde Cassie estava era longe da cidade principal da história (fica numa ilha, só para você ter uma ideia), e justamente Adam estava lá, mas vai saber né? Adam estava à procura de uma das caveiras de cristal, mas é muita coincidência. A ação do livro, infelizmente, só ocorre bem lá para o final, que é  Faye amedrontando Cassie e a morte de alguém na escola.


Motivo Negativo #3: Livro de bruxaria sem bruxaria, hã?
Não, não é bem isso que vocês leram. Claro que há bruxaria no livro, se não eu iria jogá-lo fora, afinal sou fantasiado com isso. Acontece que há pouca bruxaria, o que me deixou um pouco para baixo. Tudo bem que não há varinhas. A bruxaria é usada por palavras mágicas rimadas (que lindinho né?), onde o bruxo deve imaginar o que quer e fazer uma rima (deve ser bem difícil em situações perigosas, não acham?). O maior problema é que não temos um vilão para usufruir dessa bruxaria. Creio eu que, por isso, o livro é bem ameno e sem muita ação, mas só acho.

Motivo Negativo #4: Quero mais, cadê?
Não, o livro não vai causar este sentimento de ‘quero mais’ em você. Apesar da leitura rápida que tive, houveram partes que me fizeram querer pular de um prédio de 7 andares, que nem O Despertar causou em mim. Claro que tem sempre as seus pontos legais, como, por exemplo, o ritual de iniciação (ápice da história, em minha opinião) e outras coisinhas que deixarei em segredo para quem estiver curioso a ler e discordar de mim. Temos muitas histórias do Círculo ainda para ler, e espero que assim, como em Vampire Diaries, melhore a cada sequência. O problema é que Secret Circle não fez/faz tanto sucesso assim. Por exemplo: até a autora da série passou a mesma para outra escritora, sabiam disso? Mas ainda tem seus fãs por aí (eu e o Gabe éramos/somos fã da falecida série).

Motivo Positivo #1: Rivalidade e suborno.

Os momentos bons do livro são os de Faye e Cassie. A bitch realmente detesta a principal da história, e com toda razão! Acontece que Cassie se apaixona por Adam, e Adam é namorado da Diana, sendo que Adam sente algo por Cassie (clichê). Então, em um certo e lindo dia, Faye flagra  Cassie com Adam, e no final do livro ela a suborna para roubar a caveira de cristal que está com Diana (Cassie é sua melhor amiga), para que Faye não conte sobre o que viu. Acontece que a nossa queridinha Faye vai muito além, ou irá (ainda não li o segundo livro).


Tá... Confesso que não foram muitos motivos bons, ambos negativos e um positivo, mas acontece que é questão do gosto de cada um. Uns podem achar o livro brilhante, outros não. Fiquei meio que com medo de escrever o primeiro Quatro Contra Um negativo, mas tinha que ressaltar que nem todos os livros são como pensamos. Mas não desanimem por conta da minha opinião! O livro em si não é tão ruim, aliás, é melhor que o começo de Vampire Diaries (livros). Desculpa a comparação, mas já que é da mesma autora... Enfim, espero que os próximos livros sejam melhores, já que é uma trilogia. 
PS.: Adoro passar a mão em cima da capa do livro, é muito bom *u*

Ray | 2/5

sábado, 5 de janeiro de 2013

Quatro Contra Um #3 - Starters

2 comentários


"Quatro Contra Um" é uma coluna com a proposta de resenhar livros de uma forma descontraida.

Seu mundo mudou para sempre. Callie perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbado em Berverly Hills que abriga uma misteriosa figura conhecida como o Old Man. Ele aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. Callie, desesperada pelo dinheiro que os ajudará a sobreviver concorda em ser uma doadora. Mas o neuro chip que colocam em Callie está com defeito e ela acorda na vida de sua locadora, morando em uma mansão, dirigindo seus carros e saindo com o neto de um senador. Parece quase um conto de fadas, até Callie descobrir que sua locatária pretende fazer mais do que se divertir — e que os planos de Prime Destinations são tão diabólicos que Callie nunca podia ter imaginado.


Antes de tudo, eu nem sei que rumo a coluna tomou, porque eu andei meio ocupado e o Gabe nem fez o favor de cobrar de mim, chato define. Qualquer coisa, o cobrem (se tiverem gostado, claro).

Quero dizer que, infelizmente, Starters não tem filme e nem foi confirmado como um, então... Mas só queria falar logo de antemão que eu NECESSITO de filme com esse livro porque gostei bastante. É algo diferente, e o melhor de tudo, quando olhei pra capa do livro ela me deixou cego. PS.: Meu livro está emprestado e faz tempo que li. Qualquer erro, desculpem-me.



Motivo Positivo #1: Diálogos rápidos.
Você gosta de lenga-lenga? ENTÃO ESTÁ LENDO O LIVRO ERRADO, MEU CARO. Isso mesmo o que você ‘ouviu’, ‘Starters’ tem uma linguagem bastante rápida e fácil de compreender. Afinal, a partir do primeiro capítulo, a história te envolve de um jeito incrível. Uma coisa que me esqueci de mencionar: NÃO VÃO PELA SINOPSE! Vi gente desistindo de comprar/ler por conta da sinopse, e por compararem com ‘Jogos Vorazes’. Por favor, é algo totalmente diferente. Numa LA destruída, Starters são os jovens abaixo de 18 anos, e Enders são os idosos. Em Beverly Hills, temos a Prime Destinations, onde o jovem que quiser ser ‘vendido’ para um Ender pode ir ganhar dinheiro com isso (No caso, vender o seu corpo. Que delícia hein, ter um velho controlando seu corpo). E é nesse sentido que nossa protagonista, Callie, toma esta decisão para salvar o seu irmão que está doente. (O engraçado, é que na maior parte do livro, a louca o abandona e ele ainda continua vivo no final).



Motivo Positivo #2: Armas.
Armas, armas! Gente, eu fui ler o livro pensando que ia ter aquelas armas supertecnológicas por conta da época em que o livro se passa, mas nada havia mudado. A única coisa de ‘diferente’ foram os cassetetes elétricos dos policiais, coisa que eu acho que já deve existir. As armas usadas pelos personagens são comuns, como pistolas - isso mesmo, arma de fogo, POW! - A Ender que compra Callie pretende destruir algumas pessoas, por conta do que sua neta sofreu diante de algumas consequências da Prime Destionations, e é uma conspiração atrás da outra na medida em que você está lendo. Algo na implantação do chip-neural dá errado, e Callie consegue ouvir a Ender em seu pensamento sendo ela mesma (oi?). Callie tenta de tudo para impedir a Ender de se matar/fazer algo com o seu corpo, mas aos poucos ela vai se entregando porque entende o ponto de vista da nossa queria Ender.

Motivo Positivo #3: O Velho.
Certamente, como toda história, temos que ter o vilão. E vou te contar, ele não é um Voldemort ou Valentim da vida, mas eu adorei o personagem. Por mais que apareça muito pouco, a ideia é fantástica. Imagina um cara alto, provavelmente magro, sem cara e no lugar da sua cara, fosse multi-faces (mas como assim, ‘multi-faces’?). Vamos lá: digamos que seja um projetor de imagens, e ele pode se transformar em qualquer um, sacou a ideia? Pois é. Ele é o dono da Prime Destinations, e está por trás de toda a conspiração do livro, que eu não vou falar porque quero que vocês leiam.

Motivo Positivo #4: Romance e Conspiração.
A conspiração de Starters é super legal, porque no livro ninguém é o que aparenta ser. A autora vai jogando personagens e pra lá do finalzinho do livro ela faz umas reviravoltas que nem você desconfia, eu comi o livro em alguns dias porque é impossível parar de ler, de tão ágil que ele é. Sem falar que você fica louco da vida para ler o outro capítulo, e por aí já viu né. Dou Graças a Deus por existir autores assim. E quem não gosta de um lindo e bom romance adolescente? Eu gosto, mas em Starters é um pouco diferente. Quando um Ender aluga o corpo de um Starter ele tem algumas restrições. Uma delas é fazer sexo. Callie se apaixona por um garoto rico de sua idade quando o conhece numa balada (ou acha que se apaixona, porque ela gostava do seu amigo que deixou junto com o seu irmão, clichês). Tem umas passagens bem bonitas pelo livro, a cena do primeiro encontro é muito linda por sinal. Mas acontece que... A pessoa pela qual Callie se apaixona não é exatamente esse mar de rosas que aparenta ser, ele é... 
NÃO VOU FALAR PORQUE É SPOILER DE MAIS E ESTRAGA TUDO #oioioi.



Motivo Negativo #1: Batalhas.
O livro é incrível, e é rico em detalhes e a narração da personagem em primeira pessoa é ótima, mas eu senti falta daquelas brigas que duram capítulos e mais capítulos! As coisas em Starters acontecem MUITO rápido, você lê e de repente já é levado para outro ponto para dar continuidade, mas as ‘brigas’ que se passam no livro são, além de leves, bem pequenas. Mas deve ser o ponto do livro, porque acho a conspiração mais importante. Mas poxa... não custava nada dar aquele sangue que todo bom leitor gosta, não é?

Enfim, espero que tenham gostado e na medida do possível, serão umas duas resenhas por mês (creio eu, mas nunca se sabe). Então espero que leiam, e me digam o que acharam. E para os que já leram, qual a opinião de vocês? Loucos para o próximo livro que nem eu? o/

Ray | 4/5

sábado, 22 de setembro de 2012

Quatro Contra Um: Eu Sou o Número Quatro

4 comentários
"Quatro Contra Um" é uma coluna semanal, com o intuito de falar sobre livros de uma forma mais humorada e descontraída

Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham em ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e quadrinhos, mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.



Primeiramente, este é meu primeiro blog, e quero dizer que é uma honra fazer parte dele!
Quem aqui já assistiu aquele filminho de aventuras/sci-fi chamado "Eu Sou o Número Quatro"? Você já? O que achou dele? Um filme teen, normal e clichê? Bem, vamos mudar essa ideia AGORA. E para você, que ainda não assistiu ou não conhece, esta será uma boa oportunidade para conhecer. Vamos ao Quatro Contra Um dessa semana.




Motivo Positivo #1: Deixa um gostinho de ‘quero mais’ a cada capítulo.
Qual livro nos dias de hoje que não gostaríamos que fossem assim? Pois é, infelizmente não são muitos, mas este é uma exceção. Com capítulos estruturados, a história narra a vida do Número Quatro, um alienígena (loriano) que foi a Terra com missão de protegê-la após seu planeta ser extinto por uma espécie de aliens, os mogadorianos. Através disso tudo, além de narrar a sua vida normal, de um adolescente que vai a escola, se apaixona por uma garota e tem um melhor amigo. John Smith tem que lidar com a presença dos seus legados (poderes) que vão crescendo aos poucos.


Motivo Positivo #2: Personagens cativantes.
Ao longo da história, são apresentados os personagens aos poucos. Um deles é o Sam, que de cara se torna melhor amigo de John Smith. Sam é viciado em aliens por conta de seu pai, que estudava sobre coisas do tipo. Sam não possui nenhum poder extraordinário, em fato, é isso o que torna ser melhor ainda em meio de uma guerra de alienígenas. Sabe aquela pessoa que quer lhe ajudar não importa o que aconteça? (Não pensem em Peeta, obrigado). Pois é, este é o Sam, não importa o que aconteça, ele faz de tudo para ajudar John e também, tentar descobrir o paradeiro do seu pai, que aparentemente, está sumido. E o melhor de tudo, ele nasceu na mesma data de nascimento que eu <3. A NÚMERO SEIS, diva, elegante, loira, poderosa e invisível. O melhor de tudo, não é um clichê, além de ser forte e também estar no lado bom da força, a gatinha tem uma longa história para contar, que não foi apresentada totalmente neste livro, e sim em “Os Arquivos Perdidos: Os Legados da Número Seis”. Pode-se comprar o livro online, e só possui 44 páginas. Ela ajuda na batalha final da trama, e também vem rastreando John por todo tempo (vale salientar que o livro apenas narra a vida do Número Quatro). Então, eu vou deixar vocês lerem para poderem gostar mais da personagem.




Motivo Positivo #3: A ação e o bom romance.
Definitivamente, a ação da história não deixa a desejar, de modo algum. Capítulos totalmente bem equilibrados e estruturados, e com detalhes de tirar o fôlego de qualquer um. Imaginem uma batalha de Jogos Vorazes, sem sangue, com poderes de luz, adagas espaciais e armas de fogo alienígenas. Pensou? Pois é. Sem falar na correria que é proteger a sua identidade nesse mundo, e ter de amar uma humana que pode sumir da sua vida a qualquer momento. Sarah é uma das parceiras mais meigas, bonitas e que te fazem pensar “aaaaaawn” que eu já tive o prazer de conhecer em minha vida. Claro que nem tudo gira em torno dela, mas é um grande arco e cheio de amor que traz um bom romance à história, e também posso dizer que não é nada clichê, e eles não se esbarram no meio do corredor para apanhar livros, POIS É. E o melhor de tudo é que, quando os lorienos se apaixonam, é para sempre (é isso o que John pensa, pois seu cêpan o contou isso, mas Seis diz que não é bem assim, mas vamos deixar isso para outra vez).



Motivo Positivo #4: Bernie Kosar.
Não basta ser melhor amigo do homem, fofinho e ainda alienígena, tem que ser melhor que os ‘humanos’. De fato, uma besta espacial totalmente incomum, onde eram comum em seu planeta. Cada ‘número’ possuí uma, juntamente com o seu cêpan. No caso de John, o seu é morto pelos mogadorianos, e só resta a ele a companhia da besta. Aliás, cão, já que passa uma boa parte do livro em forma de cão. Tirando o fato de que John consegue falar com os animais, Bernie é um ótimo animal, seja protegendo John ou lutando (o que, aliás, dá uma peninha dele até). Coloquei em um ponto positivo porque atualmente, não temos um amigo animal tão importante como nesta saga, e acho que todos nós deveríamos ter algum amigo para cuidar e sempre estar ao seu lado *-*

Embora tenha tantos motivos positivos, Eu Sou o Número Quatro não é um livro perfeito. É isso que nos leva ao quinto motivo de hoje.

Motivo Negativo #1: Precisamos de mais detalhes!
Infelizmente. Não é que o livro não tenha detalhes o suficiente, mas é como se já tivéssemos uma história “montada” e narrada pelo personagem principal, e por isso perdemos alguns detalhes que são necessários para podermos entender melhor. Claro que alguns personagens são introduzidos aos poucos, mas rola aquela confusão que não teríamos a partir de um prólogo. O fato de ser narrado em primeira pessoa também podem deixar algumas ideias vagas em nossas cabeças, que s melhor eu nem contar, porque quero que todos vocês leiam. Três foram mortos, mais outros seis estão vivos.

Resumo:
Em suma, o livro é muito bom, porque temos uma história (e uma saga) muito boa e bem elaborada por dois escritores. Para quem não sabe, Pittacus Lore é um codename para dois escritores. Atualmente, apenas um continua com o projeto. Vale a pena ler o livro e depois compará-lo com o filme, que não é um dos piores,  mas também não é uma grande adaptação. Que vocês todos sejam ~happy~, e espero que gostem do meu primeiro post. E também digo que, até agora, os Legados de Lorien possuem 3 livros, e alguns ‘spin-offs’  (Arquivos Perdidos, lançados já dois digitalmente aqui no Brasil: Número Seis e Nove), como citei anteriormente.

sábado, 15 de setembro de 2012

Quatro Contra Um: O Segredo de Esplendora - A Origem

8 comentários

"Quatro Contra Um" é uma coluna semanal, com o intuito de falar sobre livros de uma forma mais humorada e descontraída. 



Na noite em que Heather recebeu a primeira visita de Mills, sua vida modificou-se por completo, e seus olhos abriram-se para um mundo novo. A jovem cientista viu-se sugada por um turbilhão de acontecimentos que a fez encarar novas perspectivas e desafiar suas crenças. Enquanto tentava aprender a lidar com seu verdadeiro eu, Heather descobriu-se em outro ser, o bem humorado e antigo vampiro, Henry.






Coluna nova do blog! Não estranhem que eu, Gabe, esteja fazendo esse primeiro post. Estou escrevendo-o para que os colunistas saibam como será o esquema, e a partir do segundo post a coluna vai ser deles. Mas vamos falar do livro? 

Coluna nova, coluna nova! \o/

Quando peguei O Segredo de Esplendora para ler, confesso que não conhecia nada da história. Ainda não tinha lido nada da autora e nenhum livro da editora também. Foi uma leitura agradável, mas um ponto me chateou muito. Abaixo, vocês verão minha lista, contendo 4 motivos para ler e 1 motivo para não ler O Segredo de Esplendora. Vem comigo!
Motivo Número 1: Stefan Salvatore Henry 
Calma, não vou fanguyar pra cima do personagem (até porque ficaria estranho pro meu lado, e sim, eu acabei de inventar essa palavra). A questão é que o personagem é, sem dúvidas, o livro em si. A carga emocional é toda feita pelo vampiro, que foi transformado aos 22 anos e evita beber sangue humano. Seu amor por Heather também é muito interessante, mesmo que pareça obsessivo algumas vezes.


Motivo Número 2: Mills, o Anjo do contra
Por ser protetora de Heather, o Anjo Mills está sempre por perto, mesmo que ninguém o veja. Após as cenas de sexo, para dar uma bronca na garota, para lhe aconselhar sobre o certo e o errado, não importa. Sempre que Mills aparecia, minha felicidade aumentava e as páginas iam sendo viradas no automático. Alguém precisava tirar o monotonismo de Heather, e esse alguém foi seu Anjo.


Motivo Número 3: A amizade entre Wesley e Stuart
Mesmo que os holofotes do livro estejam no romance de Heather e Henry, Wesley e Stuart foram a maior surpresa para mim. São personagens fortes, que trouxeram agilidade à trama em momentos de calma, onde o livro começava a esfriar. É muito interessante ver que Stuart se preocupa com Wesley, e vice-versa.


Motivo Número 4: Esplendora
A cidade dos Anjos é um cenário lindo, repleto de personagens encantadores. A história de Bruxos governando um lugar de Anjos foi bem explicada, e não me deixou grandes dúvidas. As outras criaturas citadas no livro também foram muito bem criadas, como os Elfos e as Fadas. Tantos seres mitológicos num só ambiente tendem a não dar certo, mas Tatiana criou bem esse núcleo do livro. 

Ok, chegamos: aqui vai um motivo para você não ler O Segredo de Esplendora.

Motivo Número 5: Semelhanças com outras séries
Graceland é uma cidade repleta de nuvens, com um ar cinzento, e o Sol aparece pouco. Essa descrição te lembrou alguma coisa? Caso isso não tenha acontecido, vou te dar a resposta: Forks, a cidade onde Bella e Edward (Crepúsculo) vivem. Os lugares são muito parecidos, e é impossível não compará-los; Como descrito no primeiro motivo para ler o livro, Henry é um vampiro que se nega a beber sangue humano, e é nessa hora que pensamos em Stefan Salvatore, de The Vampire Diaries. Ambos são galanteadores, pensativos e se apaixonam por uma garota aparentemente humana. Ah, e as semelhanças com TVD não param em Henry: os vampiros de O Segredo de Esplendora tem as mesmas características dos vampiros de The Vampire Diaries, como poder enfeitiçar suas vítimas e morrer com uma estaca de madeira. Mesmo com uma ótima história, as vezes me senti lendo uma fanfic e não algo original.

É Vampire Diaries? É Esplendora? Não sei, mas tô de olho.

Resumo:
Apesar de não ser o livro mais original que li, recomendo O Segredo de Esplendora para todos que gostem de arriscar. Foi uma leitura gostosa, sem grandes problemas e vontades de tacar o livro pela janela. Ver uma autora brasileira se jogando em enredos internacionais é bom, ainda mais se a história é bem feita. Faltou um pouco de criatividade, é claro, mas nada que possa atrapalhar o andar da história. É certo que Tatiana Mareto sabe utilizar as palavras, e estou ansioso para ler o segundo volume da trilogia.